
Alexandre de Olanda
Sua trajetória começa nos anos 90, quando o skate entrou em sua vida após a passagem pelo histórico festival de música alternativa Junta Tribo 2, realizado no Observatório da Unicamp, em 1994. Entre o som das fitas K7, discos de vinil e a influência cultural dos primos mais velhos Vinícius e Thiago, Alexandre encontrou no skate um novo universo de expressão, comportamento, música, arte e liberdade.
O street skate teve papel fundamental nessa construção de olhar. Mais do que o esporte, foi a porta de entrada para a cultura urbana, para o design, para a estética das ruas e para o convívio com artistas, músicos, fotógrafos e criativos da cidade. Nesse período, Alexandre também teve sua própria skate shop, a Channel Skateboards (1998), ponto de encontro de uma geração conectada à cultura de rua em Campinas.
Colecionador de discos de vinil e profundamente ligado à música e à cultura urbana, Alexandre carrega essas referências em sua construção estética e visual. Muito de seu repertório também nasce da forte influência da cultura asiática, especialmente do cinema japonês de Akira Kurosawa, referência estética e narrativa que atravessa seu imaginário visual. Casado com a japonesa Naomi Cham, Alexandre também trouxe essa admiração para dentro da própria família: o nome de seu filho foi inspirado no cineasta japonês.
Mais tarde, estudou Publicidade e Design Gráfico, atuando em agências e escritórios de design, até assumir a frente do marketing da Arosa Produtos Alimentícios, uma das mais importantes indústrias alimentícias do segmento em que atua. É também nesse ambiente criativo e de comunicação que encontra espaço para desenvolver campanhas, projetos visuais e aprofundar ainda mais sua relação com a fotografia.
A fotografia sempre esteve presente em sua caminhada, seja em campanhas publicitárias, projetos gráficos ou registros do cotidiano. Foi no período pós-pandemia que decidiu aprofundar esse vínculo com a imagem. Voltou a estudar fotografia, participou de cursos e workshops e encontrou na fotografia de rua um reencontro com tudo aquilo que o acompanhava desde a juventude: o improviso, o olhar atento, a vida acontecendo nas ruas e a sensibilidade urbana construída entre o skate, a música e o design.
Suas referências passam por nomes como Masahisa Fukase, Daido Moriyama, Alex Webb, Saul Leiter, Vivian Maier, além de importantes fotógrafos brasileiros, como Luiz Braga, Walter Firmo, Gustavo Minas, João Machado, entre muitos outros. Já dizia seu professor Nelson Shiraga: “tenha repertório”.








